Projetos

 

Nelson Latif Quartet

Temas próprios e do repertório da música instrumental brasileira. Os arranjos deixam largo espaço para a improvisação, sem abrir mão da sofisticação e da sonoridade acústica, características da música instrumental brasileira. O quarteto se apresentou em diversos países e gravou na Coréia, em 1997, o CD Love. A atual formação tem Nelson Latif no violao e guitarra elétrica, Carlinhos Antunes no violão e viola de 10 cordas, Marinho Andreotti no contrabaixo acústico e João Arruda na percussão.

Frevo


Choramundo

O grupo Choramundo surgiu em 2006, após um convite da Plataforma Brasil-Holanda para uma serie de shows e workshops no Brasil. Após essa primeira turnê, seus integrantes decidiram "oficializar" a formação, e criaram o grupo.

Os cinco músicos, que representam a plurietnia da atual sociedade holandesa, fazem uma releitura do jazz a partir da perspectiva acústica, em busca de um som quente e intenso. Diferente dos combos tradicionais, utiliza vários instrumentos de corda, que, juntos do sax, da flauta e da percussão, criam uma sonoridade propicia a sutilezas. As melodias executadas pelo sax e pela flauta virtuosa de Praful com o acompanhamento sincopado dos instrumentos de corda e de percussão produzem um ritmo forte e dançante, típico da chamada world music. Em 2007, o Choramundo lançou seu primeiro álbum, de titulo homônimo, priorizando a espontaneidade da execução. O CD, gravado ao vivo em estúdio, captou a característica principal do grupo, a liberdade de interpretação e a intensidade rítmica.

Nelson Latif, violonista e cavaquinista, é fruto da boa safra de músicos paulistanos da década de 80. Com formação musical em jazz e choro, atua nos principais palcos brasileiros e europeus. Nelson une os fundamentos da música clássica as diversas tendências musicais assimiladas ao longo da carreira. No fraseado melódico, linhas de forte influencia jazzística executadas ora no ritmo sincopado e alegre do choro, ora com a precisão e o vigor do flamenco produzem um estilo singular, marca inconfundível do artista.

Praful tem 3 lançamentos solo, um número 1 radio hit nos EUA e os seus CDs ficaram durante 70 semanas na Billboard Charts. Foi vencedor do premio holandês Heineken Crossover Award com Project 2000. Praful é hoje um dos saxofonistas e flautistas holandeses mais aclamados. Sua musica mistura elementos do jazz e da musica eletrônica com influencias da musica brasileira e indiana (Bansuri - flauta indiana de bambu). Ele trabalhou com Bayuba Cante, Homenagem a Tom Jobim (com Armandinho e Robertinho Silva), Armando Peraza, Gerardo Rosales, Electro Coco, Lilian Vieira (Zuco 103), Jazzjuice, DJ Maestro, Dave Koz, entre outros.

Joeri de Graaf é guitarrista da nova geração de músicos holandeses. Estudou em conservatórios em Amsterdã e no Rio de Janeiro. Seu estilo é uma combinação do jazz com as musicas latina e clássica. Joeri de Graaf é conhecido pela desenvoltura com que trafega entre o violão de 8 cordas e a guitarra elétrica. Sua avançada concepção harmônica da ao grupo grande liberdade para a criação de arranjos.

Pablo Nahar, baixista do grupo, é surinames, e um dos músicos mais influentes no paramaribop, estilo que une os elementos do jazz com os ritmos do Suriname. Improvisador virtuoso dotado de excepcional senso rítmico, Pablo Nahar contribui para que o som do quarteto tenha pulsação diferente, diretamente ligada aos ritmos de origem africana desenvolvidos no Suriname.

Olaf Keus nasceu em Amsterdã e começou a tocar percussão e bateria aos 8 anos de idade. Apos a adolescência começou a viajar pela América Latina e África, onde se deixou influenciar por estilos que hoje constituem parte predominante de sua musica. Por seis anos foi baterista de Rosa King, com quem excursionou pelo mundo por varias vezes. Também acompanhou artistas como Diana Miranda, Macleim, Ramon Valle, Nippy Noya, Deborah Carter e Michelle David.

 

Trio Baru

Formado há três anos pelos multiinstrumentistas Fernando Corbal, Nelson Latif e Bosco Oliveira, o Trio Baru prepara-se para lançar seu primeiro CD. Estreou em 2004 o show “Brasil Instrumental”.

De formação variada, Latif encontrou no choro sua principal referência; Bosco, na música flamenca; Corbal é conhecido por seu trabalho como compositor e criador de trilhas sonoras. Os três têm formação acadêmica em violão erudito.

O show “Brasil Instrumental” foi apresentado pela primeira vez em abril, num dos templos da world music, o teatro De Melkweg, em Amsterdã, e reúne diversos instrumentos de corda numa mostra dos estilos que influenciaram os instrumentistas, o flamenco, o samba e o jazz. No repertório, composições próprias e clássicos da música instrumental homenageiam compositores consagrados como Jacob do Bandolim, Garoto e Paco de Lucia.

 

Dois no Choro
Nelson Latif & Flávio Sandoval

Esse é o encontro de dois músicos que dedicaram toda a carreira tocando a música instrumental brasileira. Dois multiinstrumentistas: Flávio Sandoval, sax soprano, tenor e violão e Nelson Latif, violão, viola de 10 cordas e cavaquinho.

Os dois músicos paulistanos atuaram em palcos bem distantes nas duas últimas décadas, um no Brasil, outro na Europa. Sandoval, dando continuidade ao trabalho desenvolvido com o violonista Zezo Ribeiro durante os anos 90 (que gerou os CDs Acoustic Brazil I e II), retoma neste novo projeto a combinação violão e saxofone. Nelson Latif, radicado na cidade de Amsterdã até retornar ao Brasil no ano 2001, dedica-se a fusao do choro, escola principal da qual advem a sua formacao musical, com os mais diversos estilos assimilados ao longo de uma carreira de mais de 20 anos se apresentado em diversos países ao redor do mundo.

Apesar de fiéis ao fraseado e compasso bem marcado do choro, são nas composições, ou ainda, na liberdade para improvisações que uma das influências mais marcantes dos músicos se faz notar, o Jazz. Neste show participa ainda o percussionista Alexandre Biondi, e o contrabaixista Marinho Andreotti.

O duo gravou em CD Brazilian Portrait, lançado em 2003 na Suiça. O Atual projeto “Dois no Choro” será em breve registrado em CD.

Pelo Telefone

 

Nelson Latif e Ustad ZamirAhmed Khan

O duo trafega por um caminho muito pouco explorado, o da união entre as músicas brasileira e indiana. Muitas vezes antagônicas, as duas constelações de estilos permitem aos músicos experimentar várias combinações musicais.

Ustad Zamir Ahmed Khan é dos mais renomados tablistas e sitaristas indianos. Nascido na tradicional família de músicos Khan, Zamir é filho do grande Ustad Munir Khan. Começou seu aprendizado com 4 anos de idade, e, já em 1972, quando acompanhava seu tio Ustad Vilayat Khan numa tournê pela Europa, recebeu convite para se radicar na Holanda. Durante mais de 30 anos, Ustad Zamir Ahmad Khan tem sido um difusor da música tradicional de seu país no exterior. Tocou com vários nomes do jazz e do rock, entre eles a banda Focus, Louis van Dijk, Charley Mariano e Neppy Noya, e participou de inúmeros projetos de cross over com instrumentistas de outras tradições musicais, tais como Paco Peña, Philip Catherine e Stephan Grapelli.

Parazula

 


Projeto Alma Brasileira

Este projeto destina-se prioritariamente aos centros de estudo da cultura brasileira no exterior, podendo ser adaptado para universidades de Música e de Ciências Humanas. Já foi realizado em países da Ásia, África, America do Sul e Europa. Consiste de cinco dias de atividades relacionadas à música e a cultura do Brasil e divide-se em eventos distintos: dois workshops de música brasileira direcionados a músicos de nível intermediário e avançado, uma palestra musicada destinada a músicos, estudantes e público em geral, e dois concertos musicais com o Trio Baru.

A semana inicia-se com um curso de duração de 6 horas, ministrado em dois dias subseqüentes e direcionado a instrumentistas e cantores. O tema abordado será a música brasileira: ritmos nacionais, suas distinções regionais e peculiaridades técnicas. De acordo com o número de interessados e a combinação de instrumentos, serão montados um ou dois grupos, que participarão dos concertos de encerramento da semana, executando um tema junto com o Trio Baru.

No terceiro dia de atividades, sugere-se a palestra musicada “Veredas da Musica Brasileira – um Paralelo entre Cultura e Política no Brasil” Essa palestra, que será acompanhada pelo Trio Baru, tem como público alvo não apenas músicos e estudantes de ciências sociais, mas a comunidade em geral.

O quarto e o quinto dias de atividades destina-se à apresentação do Trio Baru. O concerto instrumental, intitulado “Alma Brasileira”, propõe uma viagem musical em busca da psique do homem brasileiro, traçando um mosaico de composições das diversas regiões do País. Jacob do Bandolim, Tom Jobim, Luiz Gonzaga, Hermeto Pascoal e Villa-Lobos, entre muitos outros, serão homenageados no repertorio. O concerto contará com a participação dos músicos que fizeram o curso e procurará sintetizar a semana de atividades.

A semana será dedicada à nossa música e a aspectos gerais de nossa cultura e desenvolvimento político. Atividades extras são bem-vindas. Em algumas ocasiões onde se desenvolveu este projeto, exposições de fotos e palestras sobre a literatura brasileira promoveram ainda mais o evento.



Palestra musicada: Veredas da Música Brasileira
Um paralelo entre cultura e a política no Brasil.

A palestra mostra as veredas traçadas pelas diversas tendências culturais brasileiras, tendo como fio condutor os estilos musicais surgidos no século passado. Faz um paralelo entre a situação política interna e externa e a sua reverberação entre artistas e literatos, permitindo ao expectador conhecer um panorama cultural da sociedade brasileira com ilustrações musicais que serão executadas ao vivo pelo Trio Baru.

O ponto de partida da palestra é a década de 20, com a Semana de Arte Moderna, o surgimento do samba, a influência do choro no vocabulário musical brasileiro e a Republica Velha. São expoentes desse período Chiquinha Gonzaga, Villa-Lobos e Pixinguinha, entre muitos outros.

A exposição termina com uma reflexão sobre a atual situação da produção cultural brasileira no contexto internacional, procurando encontrar, 100 anos depois, o paradigma antropofágico que iluminava os modernistas no começo do século. Com a música brasileira sendo deglutida e transformada em várias outras tendências mundiais, da tecno music ao latin-jazz. Ao final fala-se sobre a sobreposição do fenômeno causado pela mescla cultural no mundo globalizado e a dinâmica mercantilista do mercado fonográfico.

 

Projeto Batucada

Desde 1989, o trio formado pelos brasileiros Nelson Latif e Edson Gomes e pelo holandês Henk Janssen tem ministrado workshops de música brasileira para crianças e adolescentes em escolas holandesas, belgas e alemãs. O “Projeto Batucada”, oferecido pelo Uit De Kunst, instituição governamental holandesa que tem como objetivo divulgar a cultura dos diferentes povos, visa a trabalhar com os estudantes os principais elementos da música e da dança brasileira. Em alguns projetos, os alunos aprendem os elementos básicos de ritmos brasileiros, para, no final do encontro, fazerem uma grande batucada, com desfile pela escola.